Akua Tupüibüngü – Alma sem fim é um documentário de 70 minutos que aborda, pela perspectiva indígena, as consequências do desaparecimento do explorador inglês Percy Fawcett no Xingu, em 1925.
Dirigido por Takumã Kuikuro, Daniel Massa e Vitor Campanário, o filme é protagonizado pelo cineasta Takumã Kuikuro e pelo escritor Yamalui Kuikuro Mehinaku. A equipe é 70% indígena.
Há um século, o sumiço do coronel Fawcett alimenta o imaginário coletivo. A história inspirou livros, reportagens, o personagem Indiana Jones e o filme Cidade Z — mas, em nenhuma dessas versões, os povos xinguanos foram ouvidos.
O documentário inverte esse protagonismo. No lugar de “o que aconteceu com Fawcett?”, propõe outra pergunta: “quais foram as consequências do desaparecimento do explorador para os povos do Xingu?”.
No centro da narrativa está a busca por honrar os mortos — em especial pelos restos mortais de Mugiká e Tügipé, parentes retirados violentamente do território e até hoje não devolvidos.
Entre a aldeia Ipatse e cidades como Cuiabá, São Paulo, Rio de Janeiro e Londres, Takumã e Yamalui conduzem uma investigação que devolve a palavra a quem sempre teve o direito de contá-la.
Atualmente em produção, com estreia prevista para 2026, Alma sem fim deixa uma provocação: o que pode o indígena ao narrar as suas próprias histórias?
Registros do território






Cenas e bastidores de Akua Tupüibüngü – Alma sem fim.

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